quinta-feira, 23 de março de 2017

                                                       SAUDADES!
Os versos abagualados do mestre Euclides Pereira Soares, continuam definindo saudade! 

Saudade que mais nos fala, nos momentos de abandono, é um pesadelo no sono, que o repouso nos destrói, espinho agudo que dói, perfurando sem clemência, é sol quem em nossa existência, como ferida corrói.

Saudade, sanga estridente, corcoveando na barranca, do nosso peito que estanca, a alegria a se espraiar, é um misto de mal estar, é amor de prenda amada, que por sorte malfadada, não se pode visitar!

Saudade, velho suplício, que longe do pago a gente, no peito oprimido sente, quando cisma em recordar, numa noite sem luar, é a contínua tortura, de dor e de amargura, que na alma vem morar!

Saudade, se bem que amarga, sempre tem um que de doce, porque se assim não fosse, nem um guasca aguentaria, porque comigo ficou? por toda parte que vou, não posso viver em paz, se me foges vou atrás, saudade, quem te inventou?

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