quinta-feira, 13 de março de 2014


             Posse do primeiro presidente da província do Rio Grande do Sul.

Além de comemorarmos, nesta data, o Dia Internacional da Mulher, o 8 de março, também foi importante para a história de nossa terra.

            Proclamada a independência do Brasil em 1822, tratou-se da organização administrativa do novo império. A anterior Capitania tornou-se Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Para presidi-la, o imperador nomeou o Dr. José Feliciano Fernandes Pinheiro (futuro Visconde de São Leopoldo), que prestou compromisso em janeiro de 1824.

Até então, os governantes de Sul haviam sido escolhidos tendo em vista principalmente suas credenciais militares, já que o território fronteiriço se mantinha em constante ebulição de armas. Ao indicar o Dr. Fernandes Pinheiro, natural de Santos e formado pela Universidade de Coimbra, o imperador parecia dizer que era chegado o momento de consolidar administrativamente o território até então duramente mantido de espada na mão.

            Ele tomou posse, diante do Conselho Geral da Província, em Porto Alegre, no dia 8 de março de 1824.

            Sua visão de estadista assegurou o início de desenvolvimento social e econômico que a nova Província desejava. Entre as suas atividades, destaca-se a fundação do Hospital de Caridade de Porto Alegre, hoje, Santa Casa de Misericórdia. Organizou a primeira colônia alemã, à margem do Rio dos Sinos, em 1824, outras duas na região de Torres (Três Forquilhas – São Pedro de Alcântara) e ainda outra no Alto Uruguai, antiga vila missioneira de São João Batista. É considerado o primeiro historiador do Rio Grande do Sul e sua obra “Anais da Província de São Pedro” se tornou obra básica de consulta.

            Sua estada no Rio Grande do Sul (onde casou com D. Maria Elisa Júlia de Lima) está associada ao solar onde viveu, em Porto Alegre na Rua Duque de Caxias, hoje conhecido como “Solar dos Câmara”. Exerceu o mandato governamental por menos de dois anos (até 14 de janeiro de 1926), por ter sido convocado por D. Pedro I para participar do ministério como Secretário dos Negócios do Império.

domingo, 9 de março de 2014


O QUE É DEPRESSÃO:

A depressão pode ser conceituada como uma alteração do estado de humor, uma tristeza intensa, um abatimento profundo, com desinteresse pelas coisas. Tudo perde a graça, o mundo fica cinza, viver torna-se tarefa difícil, pesada, com ideias fixas e pessimistas.

Poderíamos considerá-la como uma emoção estragada. As emoções naturais devem ser passageiras, circularem normalmente, sem desequilibrar o ser. A tristeza por exemplo, é uma emoção natural, que nos leva a entrar em contato conosco, à introspecção e à reflexão sobre nossas atitudes. Agora, uma vez estagnada, prolongada, acompanhada de sentimento de culpa, nos leva a depressão.
 
Podemos dividir a "depressão" em três formas, de acordo com o fator causal:
- Depressão Reativa ou Neurose Depressiva: Esta depende de um fator externo desencadeante, geralmente perdas ou frustrações, tais como separação, perda de um ente querido, etc.
- Depressão Secundária a Doenças Orgânicas: Acidente vascular cerebral ("derrame"), tumor cerebral, doenças da tireóide, etc.
- Depressão Endógena: Por deficiência de neurotransmissores. Exemplos: depressão do velho, depressão familiar e psicose maníaco-depressiva.
André Luiz cita nas suas obras que os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos que são unidades de força psicossomáticas que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo através dos bióforos. Ela funciona ora como um sol irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser.

Causas Principais:



 A depressão está frequentemente associada a dois sentimentos básicos: a tristeza e culpa degenerada em remorso. Quando por algum motivo infringimos a lei natural, ao tomarmos consciência do erro cometido, temos dois caminhos a seguir:

1 - Erro>Consciência>Arrependimento>Tristeza>Reparação

2 - Erro>Consciência>Culpa-Remorso (ideia fixa)>Depressão

O primeiro caminho é meio natural de nosso aperfeiçoamento. Uma vez tomando consciência de nossas imperfeições e erros cometidos, empreendemos o processo de regeneração através de lições reparadoras.


Outro fator que está determinando esta incidência alarmante de depressão nos nossos dias é o isolamento, a insegurança e o medo que estão acometendo as pessoas na sociedade contemporânea. Absorvido pelos valores imperantes como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não perder, de ser o melhor, de não falhar, o homem está de afastando de si e de sua natureza. Adota então uma máscara (persona), que utiliza para representar um "papel" na sociedade. E, nesta vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver suas potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções, pois estas demonstram quem de fato ele é. Enclausurado, fechado nesta carapaça de orgulho e egoísmo, ele se isola e se sente sozinho. Solidão, não no sentido de estar só, mas de se sentir só. Mais do que se sentir só é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma. O indivíduo nessa situação precisa se cercar de pessoas e de coisas para ficar bem, pois, desconhece que ele se basta pelo potencial divino que tem.
O que importa é sabermos que os problemas que deparamos na vida só surgem quando já temos condições de solucioná-los. Como disse o Mestre Jesus: "O Pai não coloca fardos pesados em ombros fracos". Deste modo, ficamos mais fortes ao saber que temos todas as condições interiores, para enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta. Ter consciência, que acima de tudo, tem um Deus maior a zelar por nós e que nunca nos abandona.
Confiar em Jesus e seguir seu exemplo de vida: "Eu sou o Bom Pastor; tende bom ânimo; não se turbe o vosso coração; vinde a mim vós que andais fatigados, cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei".
Palestra proferida por Antônio Pereira dos Santos, em 4-03-2014,  na Sociedade Espírita Francisco Cândido Xavier de Santa Cruz do sul.

sábado, 8 de março de 2014

escudo contra a depressão!


                Não existe casamento espírita. No entanto, alguns espiritas quando se casam no civil, nos pedem uma benção espírita. Aqui estão alguns subsídios, que estamos fazendo para esses casos!

C A S A M E N T O S

 

 

Para os espíritas, casamento é mais que uma simples cerimônia, ele é visto como: UM PROCESSO NA MARCHA DA HUMANIDADE.

 

Quando entendermos que Deus abençoa toda união, com ou sem cerimônia religiosa, nossa preocupação será convidar Jesus para viver no lar em formação ou afirmação.

 

Que Ele não viva só em quadros, crucifixos ou imagens, mas aplicando SEUS ENSINAMENTOS todos os dias, como: “FAZER AO OUTRO O QUE QUERÍAMOS QUE NOS FOSSE FEITO”. Se não gostamos de ser traídos, não trairemos; se queremos tolerância com nossas falhas, seremos tolerantes com a falha do outro; seremos pacienciosos, etc.

Só assim, a união será duradoura e passara pela riqueza e pobreza, pela saúde e doença, alegria e tristeza até que a morte (do corpo) separe a união “temporariamente”.

 

 

A BENÇÃO AOS NOIVOS

 

Senhor! Pelo amor que une esse casal, abençoa esse amor, para que seja, a cada dia, mais novo e criativo!

Novo para recomeçar sempre com novo entusiasmo.

Novo para sustentar-se nas horas de crises e dificuldades.

Criativo para compreender os seres que porventura forem a eles designados como frutos deste amor.

Criativo para estender a mão aos irmãos carentes.

Novo e criativo para ser fonte de paz, de harmonia e, de filhos de Deus livres e conscientes.

Abençoa Senhor este casal, que confia em vós,

Que confia neste amor e num mundo melhor!

Que assim seja...

segunda-feira, 3 de março de 2014

                                    Curar depressão! Como?
Uma mulher que trabalhava num banco havia muitos anos,

caiu em desespero.



Estava tão depressiva que poderia ter um esgotamento nervoso.

Seu médico, buscando um diagnóstico, lhe perguntou :

- Como se chama a jovem que trabalha ao seu lado no banco?

- Cíntia, respondeu ela, sem entender.

- Cíntia do quê?

- Eu não sei.

- Sabe onde ela mora?

- Não.

- O que ela faz?

- Também não sei.

O médico entendeu que o egoísmo estava roubando a alegria daquela pobre

mulher.

- Posso ajudá-la, mas você tem que prometer que fará o que eu lhe pedir.

- Farei qualquer coisa! Afirmou ela.

- Em primeiro lugar, faça amizade com Cíntia.

Convide-a para jantar em sua casa.

Descubra o que ela está almejando na vida, e faça alguma coisa para

ajudá-la.

- Em segundo lugar, faça amizade com seu jornaleiro e a família dele,

e veja se pode fazer alguma coisa para ajudá-los.

- Em terceiro, faça amizade com o zelador de seu prédio e descubra

qual é o sonho da vida dele.

- Em dois meses, volte para me ver.

Ao fim de dois meses, ela não voltou, mas escreveu uma carta sem

sinal de melancolia ou tristeza.

Era só alegria!

Havia ajudado Cíntia a passar no vestibular.

Ajudou a cuidar de uma filha doente do jornaleiro.

Ensinou o zelador a ler e escrever, pois era analfabeto..

"Nunca imaginei que pudesse sentir alegria desta maneira!", escreveu ela.

Os que vivem apenas para si mesmos, nunca encontrarão a paz e a

alegria, pois somos chamados por Deus para ser benção na vida dos

outros.

Você já conhecia este segredo?


Pense nisso..."

                          PRIMEIRO DE MARÇO DE 1845: ASSINATURA DA PAZ DE PONCHE VERDE!

                No dia 25 de fevereiro de 1845, no acampamento da Carolina em Ponche Verde (município de Dom Pedrito), os oficiais farroupilhas sob o comando do general Davi Canabarro, recebem Antônio Vicente da Fontoura, recém-chegado da Corte do Rio de Janeiro, onde foi ter, como representante da República Rio-grandense, para tratar da pacificação com o Império do Brasil. Ele lê para aprovação ou não pelos oficiais, as condições estabelecidas para a paz. As cláusulas já haviam sido aprovadas pelo Barão de Caxias, presidente da província do Rio Grande do Sul (lado Imperial).  Os farroupilhas também as aceitam, por unanimidade, com restrições por parte do general Antônio de Souza Neto.

                Três dias depois o comandante em chefe, Canabarro manda formarem a tropa e lê a seguinte proclamação: “Concidadãos”!

             “Competentemente autorizado pelo magistrado civil a quem obedecíamos (ele se referia a Vasconcelos Jardim, presidente da República Farrapa) e na qualidade de comandante-em –chefe, concordando com a unânime vontade dos oficiais sob o meu comando, vos declaro que a guerra civil que há mais de 9 anos devasta este belo país está acabada. A cadeia de sucessos por que passam todas as revoluções tem transviado o fim político a que nos dirigíamos, e hoje a continuação de uma guerra tal, seria o ultimato da destruição e do aniquilamento da nossa terra. Um poder estranho ameaça a integridade do Império (Canabarro referia-se às conturbações externas na área platina) e tão insólita ousadia jamais deixaria de ecoar nos corações brasileiros. O Rio Grande não será retrato o teatro de suas iniquidades e nós partilharemos a glória de sacrificar os ressentimentos criados no furor dos partidos, ao bem geral do Brasil.

              “Concidadãos! Ao desprender-me do grau que me havia confiado o poder que dirigia a revolução, cumpre-me assegurar-vos que podeis volver tranquilos ao seio de vossas famílias. Vossa segurança individual e vossa propriedade estão garantidas pela palavra sagrada do monarca e o apreço de vossas virtudes, confiado ao seu magnânimo coração.

“União, fraternidade, respeito às leis e eterna gratidão ao ínclito presidente da Província, o Ilmo. e Exmo. Sr. Barão de Caxias, pelos afanosos esforços que há feito na pacificação da província.

                Campos em Ponche Verde, 28 de fevereiro de 1845.

                Davi Canabarro”.

                No dia seguinte, 1 de março de 1845, o barão de Caxias – ciente de que os republicanos haviam aceito as cláusulas – faz sua proclamação, selando a paz:

                “Uma só vontade nos una, Rio-grandenses! União e tranquilidade seja, de hoje em diante a nossa divisa”. (pesquisa: Spalding, Walter, A Revolução Farroupilha).