segunda-feira, 22 de junho de 2015


Símbolos Gaúchos


Bandeira

A bandeira gaúcha, com o formato que tem hoje, apareceu durante a campanha republicana no Brasil, ocorrida na segunda metade do século XIX, porém tem sua origem na época da Revolução Farroupilha, quando os farrapos utilizavam como bandeira um pavilhão onde figuravam as cores verde e amarelo (da bandeira do Brasil), separados pela cor vermelha maragata, significando o desejo de república.
Me ajoelho, Deus Santo,
Agradecendo esse amor,
Na inspiração do cantor
Que te canta, em prosa e verso;
Pelo encanto do universo,
Pelo perfume da flor,
Pela bandeira gaúcha,
Que defendo com ardor!
Verso de Jurema Chaves

Brasão de Armas

Desenho atribuído a Bernardo Pires, levemente
alterado por Mariano de Matos.
Adotado oficialmente por decreto de
12 de novembro de 1836.

Hino Rio-grandense

LETRA
Francisco Pinto da Fontoura
MÚSICA
Comendador Maestro Joaquim José de Mendanha
HARMONIZAÇÃO
Antônio Corte Real

Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.
Estribilho:
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra,
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
Mas não basta pra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.
Estribilho:
Mostremos valor, constância,
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra,
De modelo a toda terra.
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.
 

Chimarrão

A maior característica do povo do Rio Grande do Sul é o gosto pelo chimarrão. A cultura de servir o chimarrão entre amigos é passada de geração para geração. O gosto é amargo, estimulante e saboroso. Lei 11.929/2003.
Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.
Glaucus Saraiva

Churrasco

Surgiu no Rio Grande do Sul no século 17. Era feito em um buraco no chão e a carne temperada com cinza. Com o tempo novas técnicas foram aperfeiçoando o preparo do churrasco. Hoje em qualquer lugar do Brasil encontram-se gaúchos servindo o prato típico, churrasco gaúcho. Lei 11.929/2003.
Churrasco é a carne no espeto,
assado com precisão.
Sobre brasas do tição
és prato simples, sem luxo.
Assim foste batizado
no velho estilo gaúcho.
Hosmain Calovy

Erva Mate

É da folha da erva-mate que se extraí o principal ingrediente para o chimarrão, marca registrada dos gaúchos. Pode atingir 12 metros de altura, caule e folhas ovais e fruto pequeno e verde ou vermelho-arroxeado. As folhas da erva-mate são aproveitadas na culinária. Lei: 7.439/1980.
“Com porongo africano,
a bomba peninsular,
a erva do índio americano
- três continentes a dar
a sua contribuição
à democrata reunião
fraterna, que anima e puxa,
e acente a veia gaúcha,
na charla do chimarrão”.
Figueiredo Pinto

Cavalo Crioulo

Cavalo Crioulo, da raça crioula. De médio porte, cola e crina grossas, bem entroncadas, machinhos cabeludos. Tem o seu corpo mais peludo que o cavalo inglês. - É cavalo resistente ao frio, ao trabalho, caborteiro de baixo. É dito o cavalo mais inteligente e por isso o mais preferido tanto pelo peão como pelo patrão. Dito, também, o cavalo orgulho do Rio Grande. Lei 11.826/2002.
“Cavalo, que atravessas como o vento,
livre e garboso, o lombo da coxilha,
tens por coberta o azul do firmamento,
a lua de prata, a branquejar tua crina.
Raul Poli

Estátua do Laçador

Estátua do Laçador é patrimônio histórico e cultural do RS, Lei estadual nº 12.992. Localizado na entrada da capital, Porto Alegre. Esse monumento é a representação do homem rio-grandense, que com sua pilcha (traje típico gaúcho) e suas boleadeiras, transparece a cultura de seu povo. Criada pelo artista Antônio Caringi, a estátua foi originalmente feita em gesso e posteriormente reproduzida em bronze. O tradicionalista Paixão Cortês foi a inspiração para a criação do monumento, que mede 4,45 metros de altura e pesa 3,8 toneladas.

Brinco-de-Princesa

Flor símbolo do Rio Grande do Sul, encontrada na mata atlântica. Lei 38.400/1988.
Brinco-de-princesa, símbolo de fogo do amor sagrado
Ao pampa xucro, indomado, pois és uma brasa em flor.
Pois se tens a cor do sangue e se Deus te fez vermelha,
Representas a centelha, do pago-berço do amor.
Adair José de Aguiar

Quero-quero

Sentinela dos pampas, o pássaro está sempre alerta, defendendo bravamente seu território e ninho. A ave faz seu ninho no chão, com preferência para os campos. Emite um estridente grito a qualquer ameaça. Lei 7.418/1980.
Quero-quero! Quero-quero!
Quero-quero gritou lá em cima,
Quero-quero quando grita
É porque alguém se aproxima.
Quero-quero no meio da noite
Gritou porque viu alguém se aproximar.
 
Eu, também, na noite da vida,
Enxerguei essa luz que vem de teu olhar.
Mas agora, gauchinha,
Eu grito com todo fervor:
Quero-quero! Quero-quero!
Quero-quero o teu amor!
Letra e música de L. C. Barbosa Lessa

Marcela

A Lei nº 11.858, de 5 de dezembro de 2002, instituiu como Planta Medicinal Símbolo do Rio Grande do Sul a Achyrocline satureioides, da familia asteracea, conhecida como macela ou marcela e por eloyatei-caá em Tupi Guarani.



quarta-feira, 17 de junho de 2015

                                                          AÇORIANOS.
                Para povoar o extremo sul do Brasil, a Coroa Portuguesa resolveu mandar para a Ilha de Santa Catarina e Continente imediato, ou seja, o nosso futuro Rio Grande do Sul, 4000 casais do Arquipélago de Açores e Madeira.
                Os homens teriam que ter menos de 40 anos e as mulheres, menos de 30 anos. Para incentivar a vinda, ofereceu-se para àquelas com mais de 12 anos e menos de 25 anos, casadas ou não, 2.400 réis e aos casais que trouxeram filhos, 1.000 réis para cada filho.
                Cada família receberia também uma espingarda, duas enxadas, um machado, um enxó, um martelo, um facão, duas facas, duas tesouras, uma serra, lima, travadeira, dois alqueires de sementes, duas vacas, uma égua e duas verrumas. Eles foram distribuídos em povoações ou arranchamentos de 60 casais.
                Em 1751, 60 casais vieram aportar onde hoje é Porto Alegre. Gerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos (natural da Ilha da Madeira descendente de fidalgos portugueses), que no princípio do século XVIII, emigrou para o Brasil, casando-se em Guaratinguetá, São Paulo, Lucrécia Leme Barbosa, consanguínea de Fernão Dias Paes, o intrépido bandeirante de renome histórico.
                Já em 1752, quando apareceram as primeiras estâncias em Viamão e nos arredores do seu porto natural, Gerônimo de Ornelas estabeleceu-se no morro de Santana, lançando, por assim dizer, os fundamentos da capital gaúcha. Dois anos após, trás para a sua companhia a família, então composta da sua esposa e quatro filhas, três paulistas e uma lagunense.
                Quando Ornelas obteve a legislação de sua sesmaria, já era grande o número de habitantes nos arredores de Porto Alegre e muitos eram os que vinham em demanda do então “Porto de Ornelas” onde, havia excelente caminho fluvial, água acima pelos Caí, Sinos, Gravataí e Jacuí ou águas abaixo pelo Guaíba afora.
                Os maiores vultos que atuaram nos decênio Farroupilha, tiveram origem nesse casal: Onofre Pires da Silveira Canto; José de Araújo Ribeiro; Francisco Pereira de Abreu; o Barão de Jacuí; José Gomes de Vasconcelos Jardim; Bento Gonçalves da Silva, bisneto do patriarca entre outros.

                                                    CHASQUES
                É preciso educar a pessoa para ser cidadã.
Certos indivíduos, quando ao volante tornam-se verdadeiras feras. Se pudessem se olhar no espelho, quando estão irritadas, veriam um rosto totalmente diferente do normal. Ofensas de todo o tipo, buzinas estridentes, podem provocar um incidente de graves proporções. Ninguém, a não ser os irresponsáveis, embriagados, provoca acidentes de propósito.

Portanto, mantenhamos a calma nos momentos críticos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

                                           O que é segundo mundo.
De acordo com a Teoria dos Mundos, o Segundo Mundo é composto pelas nações do antigo bloco socialista, isto é, a antiga União Soviética e seus aliados, como os países do Leste Europeu (mais especificamente os signatários do Pacto de Varsóvia), Cuba, a China de Mao Tsé-Tung, dentre outros aliados menores,
A Teoria dos Mundos apresenta uma análise de um mundo já histórico, não condizendo mais com a realidade pós-Guerra Fria em que vivemos, uma vez que com a queda do muro de Berlim e o colapso da União Soviética, e consequentemente o brusco colapso do socialismo no Leste Europeu, a dissolução da Iugoslávia e a abertura econômica chinesa levou o mundo na década de 90 a experimentar a hegemonia do capitalismo como sistema econômico global. 
A Teoria dos Mundos adequa-se a um mundo bipolar, onde o primeiro mundo corresponde ao bloco capitalista (EUA e aliados), o segundo mundo corresponde ao bloco socialista (URSS e aliados) e o terceiro mundo corresponde aos países não alinhados a nenhuma potência, mas quase que por absoluto composto de países capitalistas pobres (com exceção da Iugoslávia, socialista porém não alinhada à URSS, e da IrlandaSuéciaFinlândiaÁustria e Suíça, nações capitalistas ricas, porém não alinhadas aos EUA).
Com o colapso econômico e ideológico do Segundo Mundo, o termo entrou em total desuso, embora alguns ainda venham a fazer uso erroneamente dos termos Primeiro e Terceiro Mundo, ao se referir aos países ricos e pobres respectivamente. Atualmente, as diferenças entre os mundos se combinam em vários aspectos, sendo usado atualmente países desenvolvidospaíses emergentes e países subdesenvolvidos, que também recebem críticas sobre sua abrangência.
Vários autores ainda consideram uma nova definição para "Segundo Mundo", que seria composto pelos países de economia emergente, tais como do grupo BRICS (BrasilRússiaÍndiaChina e África do Sul), Argentina e México, por apresentarem ora características do primeiro mundo, ora do terceiro. No mundo bipolar da Guerra Fria, havia um grande abismo socioeconômico entre os países capitalistas ricos e os pobres. Desde o fim da Guerra Fria, especialmente no século XXI, o mundo experimenta uma larga queda na desigualdade econômica entre nações, com as clássicas nações ricas estagnadas e vários antigamente pobres experimentando um período de florescimento da classe média e desenvolvimento técnico-industrial.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

                                               CHASQUES!

                Embora muitos confundam, não houve luta entre Chimangos e Maragatos, na Revolução Farroupilha, acontecida entre 1835 e 1845.
Maragatos vem de Maragateria, uma região da Espanha e que tinha adeptos no Uruguai. Usavam lenço vermelho e quando Gaspar Silveira Martins, senador do Império, se refugia naquele País, por ocasião, da proclamação da República brasileira em 1889, se junta, anos após, a estes maragatos, para invadir estas plagas em 1893, irrompendo, então a Revolução Federalista.
Aí então, acontece a luta fratricida entre Pica-paus, do presidente Júlio Prates de Castilhos, (legalista) e Maragatos de Gaspar Martins, (revolucionário). A chamada revolução da degola.
                Somente em 1923, aconteceu a peleja entre Chimangos e Maragatos.
Na época, comandava o nosso Estado um seguidor de Júlio de Castilhos, Antonio Augusto Borges de Medeiros, apelidado por Amaro Juvenal, (pseudônimo de Ramiro Barcellos), de Antonio Chimango, nome este que vem de um célebre poemeto de sua autoria.  
              Os Maragatos eram chefiados por Joaquim Francisco de Assis Brasil, que por sinal, uma grande parte deles, oriundos da Revolução Federalista de 1893 e que queriam destituir da Presidência do Estado, Borges de Medeiros.
                Borges de Medeiros governava o Rio Grande do Sul desde 1903, quando da morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos, de câncer na garganta.
A marca dos legalistas era o lenço branco, desde os pica-paus de 1893 até os chimangos de 1923.
Voltamos a frisar que, o peão não usa qualquer tipo de cobertura em recinto coberto, ou seja, dentro de galpões, salões de baile. Não entendemos a teimosia de alguns em contrariar estas normas, que pela educação, já se deveria trazer de berço.
A pilcha do peão implica no mínimo nas seguintes peças: botas, bombacha, guaiaca, faixa, camisa de mangas compridas de cor sóbria, colete, casaco e lenço ao pescoço. A camiseta, muito usada nos bailes, só é permitida para trabalhos e nunca para dançar.
O poncho ou pala, não se usa para dançar. Também não se usam armas de nenhuma espécie, sejam a mostra ou escondidas sob a roupa. O peão quando chega à portaria das entidades tradicionalistas, entrega suas armas.

Tradição é, acima de tudo, cultura e não grossura!


quinta-feira, 28 de maio de 2015

   HISTÓRICO DOS RODEIOS CRIOULOS DE SANTA CRUZ DO SUL ATÉ O ANO DE 2003.

                Os rodeios crioulos de nossa cidade começaram a ser realizados em 1972.
                Quando aconteceu a 2ª FENAF, Festa Nacional do Fumo, foi escalada uma comissão para organizar uma festa campeira na referida festa. Sob o comando de Ernestor Cardoso, aconteceu então o 1º Rodeio Crioulo de nossa cidade.
                No ano de 1973, os CTGs existentes na época resolveram fazer o seu rodeio. Tentaram ajuda com o poder público, mas como não estava no orçamento, não conseguiram nenhuma verba, para realizar o evento. Então decidiram eles próprios fazer o rodeio, com seus próprios recursos.
                Para isso, cada patrão, depositou certa quantia em dinheiro, para o caso de haver prejuízos. O coordenador escolhido para este rodeio, foi o tradicionalista Enio dos Santos, posteiro campeiro do CTG Tropeiros da Amizade.
                O rodeio foi um sucesso e daí em diante, ficou tradicional a realização deste evento, na granja Kannenberg e Bock, gentilmente cedida por estas duas tradicionais famílias.
                Os demais coordenadores do tradicional rodeio foram: Adail Gonzaga Fernandes, Albino Dettemborg, Felipe Flores, Valdemar Mancilhas Rodrigues, Ademir Müller, Clovis Hoppe, Antonio Pereira dos Santos, Armando Clóvis Gewher, Mauro Luiz Garibaldi, Osmar Severo, José Iron Beus, Cledi Pires e Sérgio Luiz de Almeida.
                No ano de 1978, o Rodeio foi comandado pela União Tradicionalista de Santa Cruz, na época formada pelos CTGs, Tropeiros da Amizade, lanceiros de Santa Cruz e Estância Alegre. O CTG Rincão da Alegria, naquele ano, afastou-se da União Tradicionalista, ficando fora, portanto, dos eventos organizados pela União. O patrão do Rincão, era Domingos Maieswki.
                Naquela ocasião já se pensava em uma Associação que só veio acontecer em 1995, com a fundação da ATS. (Associação Tradicionalista Santa-cruzense).
               Neste mesmo ano de 1978, aconteceu o 2º Rodeio Crioulo da III Fenaf, sob o comando de Alceu de Jesus Ferreira, nos dias, 6, 7 e 8 de outubro. Lembram que o 1º foi em 1972!
               É importante lembrar que nos anos de 1990 e 1992, devido à falta de chuva (seca) que era muito forte, não aconteceram os tradicionais rodeios.
               Outra observação também importante, é que aparecem os nomes de dois ex-secretários municipais de turismo, como coordenadores de rodeios. Isso aconteceu porque havia, na época, algumas desavenças, entre alguns patrões de CTGs.
               Em certa época, alguns coordenadores farroupilhas, também assumiam a função de coordenadores de rodeios. Isso aconteceu em 1991, com Mauro Garibaldi e em 1993, com Cledi Pires. Também alguns coordenadores, comandaram por mais de uma vez.
               Outra curiosidade é que no 4º rodeio, a imprensa noticiou que havia 12 mil pessoas no parque, número expressivo para a ocasião.
               Os rodeios de 1993, 1994, 1995 e 1996, aconteceram no CTG Garrão de Potro. Todos os outros, na granja Kannemberg & Bock.
                Aí  está, um pouco da história do tradicionalismo de nossa terra.

                                     ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS - Professor e tradicionalista.
                            

terça-feira, 26 de maio de 2015

O DIA DE HOJE, 26 DE MAIO,   NA HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL
1843 – BATALHA DE PONCHE VERDE –  Revolução Farroupilha – Os 2.500 republicanos de Davi Canabarro, Bento Gonçalves, Antônio Neto, João Antônio e Jacinto Guedes  lutam com Bento Manuel Ribeiro e sua divisão imperial de 2.200 homens. Ambos se consideraram vitoriosos. Ficaram no campo da luta os imperiais, que não perseguiram os republicanos, que se retiraram supondo a aproximação de Caxias. Os farroupilhas tiveram 100 mortos e 200 feridos e os imperiais 30 mortos e 500 feridos.
1934 – URUGUAIANA – Nasce Luiz Alberto Pont Beheregaray – o artística plástico Berega. Desenvolveu o desenho na infância e passou a trabalhar como artista plástico no início da década de 70. Sua temática ressaltava a imagem do gaúcho do interior, com seus costumes, paisagens e tipos característicos do povo campesino. Faleceu em 9 de abril de 2012 em Uruguaiana.
SANTOS DO DIA DE HOJE, 26 DE MAIO  – Em 1596, em Roma, falecimento de DIA DE LOUVOR A SÃO FELIPE NÉRI, fundador da Congregação do Oratório, que ainda hoje existe. — Em Atenas, Grécia, no século II,DIA DE LOUVOR A SÃO QUADRATO  – Hoje, DIA DE LOUVOR A NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO, festa popular e religiosa em vários santuários a ela dedicados.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

                                           TRADIÇÃO É CULTURA!

                Diz Clauco Saraiva, em seu livro “Manual do Tradicionalismo” que a tradição “é o todo que reúne em seu bojo, a história política, cultural, social e demais ciências e artes nativas, que nos caracterizam e definem como região e povo”.
                Não é passado, fixação e psicose dos saudosistas. É o presente como fruto sazonado de sementes escolhidas. “É o futuro, como árvore frondosa que seguirá dando frutos e sombra amiga às gerações do porvir”.
                Hélio Rocha nos diz que: tradição não é somente, passado. O passado é um marco. A tradição é a continuidade. O passado é o acontecimento que fica. A tradição é o fermento que prossegue. O passado é a paisagem que passa. A tradição é a correnteza que continua. O passado é mera estratificação dos fatos históricos já realizados. A tradição é a dominação das condições propulsoras de fatos novos. O passado é estéril, intransmissível. A tradição é, essencialmente, fecundadora e energética. O passado e o futuro que findaram. A tradição é a semente que perpetua. O passado é o começo, as raízes. A tradição é a seiva circulante, o prosseguimento. O passado explica o ponto de partida de uma comunidade histórica. A tradição condiciona o seu ponto de chegada. O passado é a fotografia dos acontecimentos. A tradição é a cinematografia dos mesmos. Enfim, tradição é tudo aquilo que do passado não morreu.
                Tradicionalismo: é um sistema organizado e planificado de culto, prática desse todo que chamamos tradição. Obedece a uma hierarquia própria, possui um alto programa, contido em sua Carta de Princípios, que deve, na medida do possível, realizar e cumprir.

                Tradição, comparativamente, é o campo das culturas gauchescas. Tradicionalismo, a técnica de criação, semeadura, desenvolvimento e proteção de suas riquezas naturais, através de núcleos que se intitulam: “Centros de Tradições Gaúchas”.