quinta-feira, 16 de agosto de 2018


                                              O peão e a iniquidade!
                A parceira madrugada, faz morada no intrínseco deste peão, que apela para que o tempo afaste a amargura da espera longa e triste, de algo que ele mesmo não entende.
                O índio vago, teme a solidão ao mesmo tempo entende, que domar os próprios instintos faz parte da caminhada e que tudo se encaixa no turbilhão, que por vezes o envolve.
                Mas que sofisma é esse? A maldade parece que impera nos corações da humanidade na íngreme evolução, quando a brutalidade parece não ter fim, beirando a irracionalidade do tempo das cavernas, onde só o instinto predominava!
                Onde está o homem, que foi criado para domar seus mais brutais egos e que não se sustenta no mar de idiossincrasias que se embretou, dando vazões as vorazes carantonhas de que se vê possuído!
                Sem guarida, busca desenfreado uma luz no fim do túnel e nada enxerga, além de suas próprias iniquidades e irrelevantes desejos e a lama modorrenta e fétida, encobre aquilo que de mais nobre possui.
                É assim que vaga os chamados mortos vivos que desnorteados, sem rumo, só veem a sua própria desgraça em meio as chagas que se meteu e como monstros que se tornaram, cometem desatinos inomináveis, como os leões na África selvagem, predador sem piedade da pobre gazela indefesa.
                Com esta nostalgia, o peão acorda da inflexão pela atualidade cruel do homem insensato, em busca de prazeres insanos que só uma alma perdida almeja.
                Não, não é assim! Atiça o fogo parceiro velho e busquemos como o lírio o faz a brancura do ser no íntimo maior que é a seiva do ser criado para o bem, na legítima acepção da palavra e saibamos separar o joio do trigo.
                Assim como o velho peão, arrinconado no seu próprio eu, busca uma nesga de luminosidade que vislumbra logo ali, busquemos através da roda dos mates conversados, a crença que a galope, a justiça se fará àqueles perdidos nos escombros da maldade e que serão expulsos, como chagas pestilentas dessa humanidade!
                Por isso, excluo a solidão que me abordava e no conspícuo, vejo luzes e no andejo das minhas lembranças, sinto do abraço Divinal o consolo Maior! Assim é a vida, quando parece tudo perdido, logo ali, estará a solução e um novo começo nos espera.
Pensemos nisso!
              ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Tradicionalista.

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