segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Em Matéria Afetiva

Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.
Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.
Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.
Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.
Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas de seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.
As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.
No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.
Jamais brinque com os sentimentos do próximo.
Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.
Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.
Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.
Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Esclarecimento para a posteridade sobre a contribuição do espiritismo para a humanidade.

                Segundo Allan Kardec, no livro dos Espíritos, o espiritismo veio acabar com o materialismo, que ainda vige em nossa sociedade. Veio descortinar velhos ensinamentos, velhos dogmas impostos desde os tempos medievais, em que, eram proibidos qualquer tipo de discussão em torno de assuntos que envolviam o conhecimento da teologia cristã.

                O espiritismo veio dizer a toda a humanidade que não era mais uma religião tradicional, que esta abertura no véu da ignorância, deveria servir à todas as crenças. Que finalmente o orgulho, a inveja, a presunção, o egoísmo deveriam ser banidos de todos os povos, como grandes chagas da humanidade que são. Que, o conhecimento das verdades que o Cristo através de parábolas nos deixou, finalmente poderia, ser entendido por todos.

                São três os enunciados basilares do espiritismo para o progresso da humanidade, ou seja: a curiosidade, advinda desde 1848, quando as irmãs Fox, num vilarejo no interior dos Estados unidos, começam a ouvir na sua humildade choupana, batidas que depois de muito serem estudadas, por autoridades locais, viram que as respostas dadas a perguntas formuladas, tinham nexo e inteligência.

Despertada a curiosidade, sai da América do Norte, passa pela Inglaterra, chegando até Paris, França, centro irradiador da moda para todo o planeta. Começa então, a fase das mesas girantes, das batidas inteligentes, mostrando que havia algo ainda desconhecido para o leigo, fora dos conceitos da época.

O eminente professor Hippolyte Denizart Léon Rivail, um dos grandes nomes da sociedade francesa, começa a estudar donde provinham tais ocorrências. Desta curiosidade surgiu todo o conhecimento dado pelos espíritos, que nada mais são do que a alma dos que já morreram, através dos cinco livros básicos da doutrina, então formada.

O segundo enunciado, com este advento, era o raciocínio e a filosofia.

Não se podia mais impor a fé, ela teria que ser racionada. Como o homem deveria viver com o conhecimento do bem e do mal. Como o homem, sabendo da sua responsabilidade e do seu livre-arbítrio, poderia transmudar a sociedade onde vive, através de sua reforma íntima, isto é, mudando o homem, a sociedade se transformará. Como o homem sabendo que ele foi criado por Deus, simples e ignorante, como espírito a sua imagem e semelhança e não como carne, teria que passar por várias existências até se tornar também um avatar do bem, posto este, a que todos nós fomos criados.

Então a filosofia veio nos dizer que só existe o mal onde não tem o bem, só existe a escuridão, onde não tem luz e que o homem foi criado para o bem. Sua natureza é boa porque, ele é filho do Pai amantíssimo.

 Uma fábula de um monge que, com seus discípulos vagam perto de um rio e viram um escorpião se afogando nos remete sobre isto.

“O monge tentou retira-lo da água com um pedaço de madeira. Não conseguindo, entrou no rio e o pegou. Foi quando o escorpião o picou e ele o largou de volta, saindo da água. Mas, passado o susto, o monge, para espanto de seus discípulos, volta a entrar na água e salva o escorpião, largando-o em terra firme.

Os discípulos espantados perguntam ao mestre: como senhor, este bicho lhe picou, ele é mau, só sabe fazer isto e o mestre ainda o salva?

Ao que o monge responde, com toda calma: é a sua natureza, a minha, é Esta!

 Então, o homem é bom por natureza”.

E o terceiro enunciado do espiritismo é a aplicação desta filosofia e nesta aplicação nós ainda estamos engatinhando. O homem, não aprendeu a fazer a verdadeira caridade, o homem, ainda odeia ao seu próximo. O homem, ainda não sabe que todos somos irmãos, independente de credos, raças, cores. O homem, ainda cria muros na sua incúria e não constrói pontes de amizade, camaradagem e amor incondicional. O homem, ainda acha que o outro lhe pertence, ainda diz que, mata por amor.

Amar é praticar o amor na sua forma mais digna, sem impor condições, querendo ver o bem do outro. É praticar o BE IN PE. Benevolência para com todos, Indulgência para com as falhas alheias e Perdão das ofensas. Esta é a verdadeira caridade.

Inferindo, o espiritismo veio transformar o homem velho, transmudá-lo para a nova vida que está chegando, corrigi-lo de suas imperfeições através do conhecimento de si mesmo, de sua natureza eterna, da sua origem e do seu destino como espírito imortal.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


SEM PENSAR!

                É exatamente este, o sentido do que estou escrevendo neste momento, isto é, deixando rolarem as palavras à vontade, sem muita concatenação de ideias e sem muito compromisso de coerência.

                Neste momento da minha vida, constatei que, não posso andar desarmado, não no sentido literal da palavra, porque as coisas não são como queria que fossem.

Na verdade, são muitas as especulações e incertezas, todavia, espero, estar contribuindo para o bem estar geral da comunidade, em que vivo e principalmente, na minha família e círculos de amizades, quando procuro agir de acordo com minha consciência, dentro de conceitos éticos, que fui adquirindo ao longo de minha existência.

                Muitas situações adversas, que surgem no dia-a-dia, procuro ter a calma e pensar dez vezes, antes de tentar resolvê-la, sem, entretanto, modificar as condições primeiras da individualidade e personalidade de cada pessoa.

Sem tentar impor nenhum juízo apressado, afirmo, que sem a devida imparcialidade que deve caracterizar cada individuo, que precisa decidir, não haverá nunca a justiça integral, que necessitamos para a reabilitação moral de cada cidadão.

                Separar o “joio do trigo”, dar a “Cesar o que é de Cesar”, são parâmetros que devemos seguir, para termos uma linha reta de conduta e uma consciência tranquila do cumprimento rigoroso do nosso dever.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Porque sou Tradicionalista


 Porque sou tradicionalista.

                Baseado, no meu grande mestre do tradicionalismo, o saudoso, Euclides Pereira Soares, fundador das tradições em Santa Cruz do Sul, devo inicialmente dizer que: sou tradicionalista, porque a Tradição e o instinto tradicionalista estão radicados em dois fundamentos indestrutíveis: a natureza do Criador, eterno e imutável; e a natureza humana, com sua reverência elementar, perante os antepassados, com sua ligação essencial à sociedade, com sua herança heráldica, transmitida pelas gerações do passado.

Sobre estas bases: eterna como as montanhas de granito, nas quais arde a tríplice chama da Divindade, profunda como os mais longínquos ecos da voz de DEUS; se constrói o tradicionalismo do homem bom e verdadeiramente humano.

Não é um sentimentalismo que o vento traz e o vento leva, nem a melancolia de fulgurantes ocasos; nem o calafrio dos museus e das recordações históricas; - É a convicção haurida de premissas inatas e evidentes. É a solene afirmação do que DEUS deu de bom e cristamente humano aos nossos avoengos. É a atitude de reverência e amor, na sua mais pura essência, depositada pela Providência no berço de cada ser humano.

                Assim entendo o tradicionalismo: e não há, salvo melhor juízo, outra concepção sobre este assunto.

O tradicionalismo é um valor positivo, sem visos de polêmicas ou menoscabo de outras culturas.

O tradicionalismo verdadeiro é nobre demais, para poder viver de flutuantes paixões, ou alimentar animosidade contra outros homens e outros modos de ver e pensar.

                Acho até que, a única maneira segura de lançar pontes humanas, além-fronteiras, raciais e linguísticas, é o respeito perante a própria Tradição, pois só o homem dotado de culto fundamental, perante a história de seus ancestrais, possuí a necessária envergadura ética, para alçar voo ao reino do humanismo total.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

                        
UM SONHO!

                Algumas pessoas dizem que sou um sonhador! No entanto, seria um sonho pensar que todos poderíamos ser felizes?

Seria um sonho, pensar que as pessoas poderiam se entender melhor? Seria um sonho, imaginar que as famílias poderiam ser mais unidas? Seria um sonho imaginar que, os filhos, poderiam conversar com os pais sobre todos os assuntos, em qualquer momento?

                Seria um sonho, imaginar que as novelas e os programas de televisão não estivessem à frente da educação dos filhos, ou que cada um deles não tivesse em seus quartos, seu próprio programa da rede social mundial à revelia da família?

                E esta família fica cada vez mais relegada a segundo plano. E os traficantes tomando conta dos jovens, assumindo a “educação” de seus tutelados?

                Seria um sonho, pensar que tudo poderia ser diferente? Seria um sonho pensar que se os pais não entregassem seus carrões para seus filhos ainda sem formação adequada no seu caráter e personalidade, causando, muitas vezes, verdadeiras catástrofes no trânsito, muitas lágrimas seriam evitadas?

                Seria um sonho ainda, imaginar que se os pais se amassem verdadeiramente e também amassem seus filhos e vice-versa, tudo seria melhor?

                Seria um sonho, pensar que, se os professores ensinassem a seus alunos a verdadeira cidadania, não só o abc, mas e principalmente, o respeito ao ser humano, o respeito às leis e as autoridades constituídas, o respeito à palavra empenhada, enfim, que se unissem com os

o sonho! pais numa verdadeira cruzada de brasilidade e cidadania, nossa sociedade não melhoraria?
                Ou é tudo um utópico sonho

Um dia ja fui poeta!


Amo teus olhos tristes

                Amo teu meigo e doce sorriso

                Minha vida existe porque tu existes

                És a luz que para viver preciso.

                                         I

                Amo o sol que teu corpo bronzeia

                Amo o dia que te dá vida

                Amo a lua que teu quarto clareia            

                Quando a noite descansas da lida.

                                        II

                Quero envolver-te num só abraço

                Cobrir-te o rosto de frenéticos beijos

                Fazer-te sentir o calor deste mormaço

                Que é sol ardente dos meus desejos.

                                       III

                Quero deixar-te louca desvairada

                Os olhos semicerrados, sentindo invadir-te o tremor

                Pela agitação febril do meu carinho alucinado, confessar-me

                Que é só meu, meu só, o teu amor!

                                            IV

                Quero sugar com suga o mel, a abelha

                Toda a seiva do teu ser, em que possas respirar

                Unindo à tua que suplica, minha boca e entre suspiros

                Nos meus braços, sentir-te delirar.

                                           V

                Tua voz que tanto bem me traz

                É como nas trevas surgindo o raio de luz

                Faz-me sonhar... sonhar....nada mais...

                E ao mundo de fadas e anjos me conduz.