quarta-feira, 23 de julho de 2014


                                                                     OS AÇORIANOS!

                Havendo exuberância de população nas ilhas dos Açores e Madeira, o governo Português deliberou mandar até 4000 casais de aquelas ilhas estabelecerem-se ao sul do Brasil, mediante vantagens especiais.

Cada casal teria um quarto de légua de campo para cultivar. Seriam todos distribuídos em arranchamentos ou povoações de 60 casais, edificando as suas moradas de modo que formassem o núcleo de futuras cidades.

                A metrópole, além do transporte, se daria também uma ajuda de custo em dinheiro e seriam fornecidas, ferramentas.

                Diz a tradição que os primeiros casais vindos dos Açores e da Madeira dirigiram-se para a Capela Grande, onde assentaram os seus arranchamentos. Situada em lugar central, a nascente povoação tinha necessidade de um porto pra desenvolver o seu comércio futuro.

                Dirigiram-se então 60 casais para as proximidades do Guaíba e estabeleceram-se no Morro de Santana. Este povoado ficou sendo considerado o Porto de Viamão e dele dependendo. Mais tarde, passou a chamar-se Capela de São Francisco do Porto dos Casais.

                Em 1742 acontece a fundação do Porto dos Casais. Antes da vinda dos casais, o atual território de Porto Alegre era habitado por algumas tribos de índios espalhadas pelo morro de Santana e adjacências, Moinhos de Vento, Passo da Areia, Várzea do Gravataí, etc. Dedicavam-se à plantação de mandioca e inhame.

                Foram 60 casais, portanto, os primeiros habitantes brancos de Porto Alegre, troncos da futura população.

                Seduzidos, pela amenidade do sítio, vieram a estabelecerem-se na área limitada pelo litoral do Guaíba e da Rua Vasco Alves.

                As suas rústicas moradas eram ranchos de taipa com cobertura de capim ou alguma tosca habitação de madeira.

                E assim, nasce Porto Alegre, a capital dos Rio-grandenses.

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