quinta-feira, 11 de maio de 2017

                                                              MULHER!

                Fazendo uma análise genérica sobre os tempos de hoje em relação à mulher vimos que houve uma grande evolução de tempos antanho até os hodiernos. Isto, falando pelo lado ocidental pelo menos.
                Ainda assim, deparamos com horrores praticados por homens que parecem ter saídos do tempo das cavernas onde eram governados tão somente por instintos, haja vista tantos feminicídios, estupros, maus tratos àquelas que deveriam ser o apanágio nos paradigmas dos tratamentos enlevados como seres responsáveis pela luz dada a toda criança nascida.
                Diante de tudo isso, quero prestar o meu preito de gratidão à mulher que do alto de sua sensibilidade, tem a prodigiosa força Divina de prover o nosso Planeta da grande missão que o Criador lhe confiou e de através dela, surgirem os grandes gênios da humanidade.
                Se elas ainda são discriminadas? Ah!...e como são! E por quem? Pelos machistas, pelos insensíveis, por aqueles que ainda acham que o mundo é dos homens e que as mulheres devem ser suas escravas de paixões ignóbeis.
                Pela força bruta de muitos homens querem dominá-las, achando que são seus donos! Confundem amor com possessão, com ciúmes doentios e que matam o objeto que julgam lhes pertencer.
                Deveriam, isto sim, lembrar-se de sua mãe, maravilhosa criatura, cujo nome, mãe nem rima tem! Lembrar que esta mesma mulher é mãe de seus filhos, meiga, afetuosa, o anjo colocado na terra como representante maior do Arquiteto do Universo.
                Pois, este ser ainda indefinido para muitos de nós homens por ainda não termos o completo entendimento da sua complexidade, do seu grande amor para os seus, mas, definido quando ela é todo sentimento, emoção e só amor que transborda de seu radioso coração.
                Inferindo, palmas à mulher, a dona do mundo e que a cada dia estão conquistando seu espaço, em todos os lugares, contudo não perdendo a sua condição de luzeiras nas ondas turbulentas que vez por outra enchem de breu toda à humanidade.
                Pensemos nisso!
              ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

       (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).
                                       HOMENAGEM A TODAS AS MÃES!

                Citando São Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, v. de 1 a 7 e 13 que de forma sensacional, põe a caridade como verdadeiro amor em ação: “Ainda que eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante e um címbalo retumbante; e quando eu tivesse o dom da profecia, penetrasse todos os mistérios e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; quando tivesse ainda toda a fé possível, até transportasse montanhas, se não tivesse caridade eu nada seria. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada.
                A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
                Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, permanecem; mas, entre elas, a mais excelente é a caridade”.
                A caridade, como o diz o próprio Cristo com sendo a “benevolência para com todos; indulgência com as imperfeições alheias e perdão das ofensas" (BEINPE), só um tipo de pessoa a pratica realmente: MÃE!
                O Criador tem sua representante maior na terra com esse nome maravilhoso que, com amor infindo abrange todo o Universo, espalhando dádivas de profundidade incomparável nos parâmetros de nossa acanhada percepção.
                Inferindo, lembro com muita saudade da minha querida Maria Eufrásia que sem nenhum conforto dos dias de hoje, sem água encanada ou luz elétrica, educou mais de uma dúzia de filhos, alimentando-os com seu amor e dedicação sem igual, em moradia onde nas frinchas, soprava o minuano, nos dias gelados nos cafundós da serra do interior gaúcho.
                Ela era o nosso Deus, com certeza, assim eu a conheci e até hoje a guardo nas reminiscências intransferíveis de minha memória, como se ainda estivesse entre nós, mais viva do que nunca.
                Assim são as mães, divinas criaturas, anjos na terra especialmente designados para ordenar a também divina Criação!
                Meu beijo e meu respeito eterno: MAMÃES! Caridade por excelência.
           ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

             (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

                                                   TRIBUTO AOS FILHOS!
                Ciente das dificuldades, hoje em dia de falar dos próprios filhos, tendo em vista os problemas diversos que afligem às famílias de modo geral, gostaria de prestar os meus agradecimentos aos filhos que vieram glorificar nosso lar.
                Tudo começou com a Elaine e eu, que desde 1972 unimos os nossos caminhos numa jornada de muitas urzes, mas também de muitas pétalas de flores, num jardim colorido onde os beija-flores gorjeiam num passeio estonteante e de rara beleza.
                Assim com dizia o saudoso Euclides Pereira Soares em seus versos inesquecíveis: “Pois como as flores do lar, desabrochando sem parar, encantaram nosso amor, muitos anos são passados, nosso amor foi consagrado, pela graças do Senhor”. E assim a Zoraia, a Cristina, o Antoní e o Rogério, encheram nossa casa de alegria demonstrando a cada dia o que é realmente ser uma família.
                Aqui vai um pouquinho de cada um: a Zô, desde pequena inventava sua estórias projetando em sua mente os seus próprios filmes e teatros numa sapequice sem par, mas no fundo, sabemos da sua bondade e de seu coração magnânimo sempre ajudando, tantos quantos a procuram. Tradicionalista desde seu nascimento, hoje o é por convicção, cantora desde os dois anos de idade, se apresentou no “Fogo de Chão” e outros programas televisivos e de rádio. Hoje com sua família constituída, juntamente com seu esposo Fabio Faleiro de Lara, nos deram dois grandes presentes, no encanto do Felipe e da Lady Laura.
                A Cris, com sua meiguice e firmeza de caráter, mantém até hoje a sua personalidade forte e decidida. “Porque isso pai? Porque aquilo mãe? Necessário se fazia provar a ela através do diálogo, se estávamos certos. Hoje, com seu lar bem estruturado junto ao Eduardo Ely e ainda com as flores, Dudu, Linda e Benjamin que, esplendorosamente irradiam a todos nós, alegria e amor, prossegue com sua missão, pelas estradas do direito e da lei, com a intenção de melhor servir ao próximo.
                O Toní, com seu jeitão quieto e reservado, mas de um espírito sempre jovem e brincalhão, aprendeu desde cedo as lides artísticas principalmente como cantor e violonista de sucesso, talvez nem sempre reconhecido na sua terra. Hoje, um exemplo de cidadão, muito espiritualizado, continua com sua vida de músico, tendo a parceria da esposa Ângela Pereira, como seu anjo guardião aqui no planeta, sempre com a honestidade e a hombridade que o caracterizam, dando o exemplo de vida a todos que o rodeiam.
                O Roger, já há muito tempo demonstrou a que veio. Um eterno jovem que procura sempre aprender algo com alguém, desde o mais velho, ao mais jovem. Não há criança que não goste dele e agora junto à esposa Gésica Bonassi, um futuro promissor abre-se a sua frente numa nova família, constituída nos valores perenes do amor que deve reger as suas ações.
Ele, com certeza, é um exemplo a todos os jovens de hoje.
                A Zô, a Cris, ao Toní e ao Roger, o nosso muito obrigado por vocês existirem e estarem sempre conosco. É uma honra muito grande, tê-los como filhos numa grande família, cada vez mais estreitando nossos laços, numa época de difícil convivência pelas distensões que pululam ao nosso redor. Muito obrigado por vocês existirem!
      ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

       (Email, toninhosantospereira@hotmail.com: twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quarta-feira, 5 de abril de 2017

QUEM CRIA MONSTROS!

Nos últimos tempos, a humanidade terrestre se deparou com uma guerra insana ficando estarrecida devido a tanta brutalidade, de cenas jamais vistas em outros tempos, até porque não havia em outras épocas uma tecnologia tão avançada em termos de mídia.
Mal comparando, é uma verdadeira guerra nas estrelas! Diante de tudo isso, criamos em nossa consciência no mínimo dois monstros: o ocidente e o oriente com seus líderes impedindo crianças, mulheres e velhos a fugirem de regiões conflagradas, fechando divisas e retornando com os muros da vergonha...
Ficamos a pensar, porque não matam de uma vez todos esses terroristas, esses pretensos conquistadores do mundo?
É minha gente, somos parte desse contexto. Estamos a todo o momento criando formas-pensamento, de ódio e vingança. Formas estas que se tornam reais e os monstros começam a ser criados dentro de nós. Por quê?
Porque também somos responsáveis, quando não perdoamos o nosso semelhante, quando carregamos mágoas no coração, quando queremos fazer com que os outros pensem como nós, quando cremos que só nós estamos certos, quando falamos mais que escutamos (temos dois ouvidos e uma só boca), quando ficamos encolerizados no trânsito, quando procuramos tirar proveito próprio do cargo que ocupamos, quando não valorizamos o lar, a família, desdenhando aquilo que temos, entre outros.
Inferindo, porque não optar por amar em vez de odiar, sorrir em vez de chorar, criar em vez de destruir, perseverar em lugar de desistir, elogiar em vez de criticar, doar em lugar de roubar, atuar em vez de adiar, bendizer em lugar de blasfemar, viver em lugar de morrer.
Nesta época de passagem no hagiológico católico, de ressurreição, significando renascimento, renovemos os nossos sentimentos de amor à humanidade, interiorizando a nossa própria depuração, para que a fraternidade universal seja realmente alcançada!
Pensemos nisso!
ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

(Email, toninhosantospereira@hotmail.com; twitter, toninhopds; blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).
                                         “ALO, ALO SENHORES PAIS”.
                Chamamos atenção dos senhores pais para a educação de seus filhos. Os jovens de hoje, estão sem rumo, tateando, muitas vezes na escuridão, em busca de algo quem nem mesmo eles sabem.
                Por isso, a orientação, a busca de soluções compartilhadas é o melhor antídoto para o veneno que se espalha no ar, na busca desenfreada de uma felicidade fútil, do momento do prazer na inconstância da vida temporal.
                Alguns pais estão literalmente abandonados seus filhos aos desmandos da liberdade sem consciência (libertinagem) e a volúpia do momento.
                Na vertiginosa carreira do ego inflado, do vencer a qualquer custo, na competitividade absurda que se criou, na falta de objetivos bem definidos na superior condição de cada ser humano, a sociedade de hoje, jaz inerme às tragédias do cotidiano que, pasmem parece ser um lugar comum e não choca mais os homens de bem.
                Qual orientação se dá aos nossos filhos quanto à espiritualidade? Eles que vão escolher quando crescerem, dizem... agora não tenho tempo. Preciso pensar no futuro!
                Precisamos pensar uma sociedade com objetivos culturais e morais apregoados no dia a dia, para que se forme a personalidade de cada individuo no cerne de questões de uma práxis que, o tempo mostrará como apanágio de um povo cordial e humano, na legitima acepção da palavra.
                A educação de nossos rebentos não pode ser descurada porque as consequências estão aí, para quem quiser ver. Uns meninos lindos em sua aparência exterior, mas verdadeiros zumbis por dentro, devido ao abandono e a família desregrada, pelos modernismos impostos como verdadeiros, por aqueles que querem ver o caos instalado. Quanto pior, melhor.
                Depois, senhores pais, não chorem pela ingratidão dos filhos. Eles são reflexo daquilo que fizemos deles!
                A verdadeira educação sempre começa em casa e não há outra solução. A escola pode continuar sim, mas ela ensina as disciplinas da intelectualidade e no lar, se aprende as disciplinas da vida.
                Inferindo, é preciso investir na própria família e cada uma delas como célula mater, é responsável sim por isso que aí está. Podemos mudar tudo.
                Os pais são responsáveis primeiros. Comecemos tudo de novo se preciso for. Encetemos uma nova jornada no rumo dos próximos decênios obedecendo ao critério de nossa consciência que nos diz: eduque seu filho para a verdadeira cidadania. A sociedade não o fará!
                E ali, logo ali, veremos com alegria as sombras se dissiparem num novo alvorecer, onde os sorrisos voltarão aos rostos esmaecidos pela dor do passado, mas revigorados pelo presente de luz e energias de amor e paz!
Pensemos nisso!
     ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

          (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; twitter, toninhopds; blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).
                                           COLÔNIA DO SACRAMENTO!
                A Colônia do Sacramento, hoje simplesmente Colônia, a primeira cidade do Uruguai, a 176 quilômetros de Montevidéu, defronte de Buenos Aires, no imenso estuário do Prata, foi fundada em janeiro de 1680, por Dom Manuel Lobo, governador do Rio de Janeiro.
                Estas fundações alem do meridiano de Tordesilhas, feito ousado de Portugal, sobre cujos domínios, mais vastos que o Império Romano, o sol não se punha, foi a causa de todas as guerras do Brasil contra os castelhanos.
                Foram dois séculos de brigas e combates, que ensanguentaram o solo rio-grandense e criaram o espírito guerreiro de seus filhos.
                                                CHASQUES.
                Expressões gaúchas envolvendo o cavalo:
Arrepiar carreira – Desistir de algo.
Endurecer o lombo – Embarbecer, desistir.
Não atropela o petiço se quiser chegar ligeiro – Devagar se vai ao longe.
O potrilho coiceou na marca – Criança de mau gênio.
Tirar o cavalo da chuva – Abandonar um negócio ou assunto.
Cavalo maneado também pasta – Casado também dá seus pulinhos.
Crescer como cola de cavalo – Ir mal de negócios ou amores.
Mulher sardenta e cavalo passarinheiro – Alerta companheiros, ambos são tidos como perigosos.
Nunca se muda cavalo em arroio – Tudo tem seu tempo e hora certa.
Apurado como cavalo de carteiro – Pessoa que anda sempre apressada.
                                          CHIMARRÃO!
A maior característica do povo do Rio Grande do Sul é o gosto pelo chimarrão. A cultura de servir o chimarrão entre amigos é passada de geração para geração. O gosto é amargo, estimulante e saboroso. Lei 11.929/2003.
Amargo doce que eu sorvo
Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.
Glaucus Saraiva.

  ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS- Professor e radialista.

quinta-feira, 23 de março de 2017

                                                       SAUDADES!
Os versos abagualados do mestre Euclides Pereira Soares, continuam definindo saudade! 

Saudade que mais nos fala, nos momentos de abandono, é um pesadelo no sono, que o repouso nos destrói, espinho agudo que dói, perfurando sem clemência, é sol quem em nossa existência, como ferida corrói.

Saudade, sanga estridente, corcoveando na barranca, do nosso peito que estanca, a alegria a se espraiar, é um misto de mal estar, é amor de prenda amada, que por sorte malfadada, não se pode visitar!

Saudade, velho suplício, que longe do pago a gente, no peito oprimido sente, quando cisma em recordar, numa noite sem luar, é a contínua tortura, de dor e de amargura, que na alma vem morar!

Saudade, se bem que amarga, sempre tem um que de doce, porque se assim não fosse, nem um guasca aguentaria, porque comigo ficou? por toda parte que vou, não posso viver em paz, se me foges vou atrás, saudade, quem te inventou?