quarta-feira, 30 de agosto de 2017

DETURPAÇÃO DE VALORES!

Há muito tempo, tenho constatado com tristeza no Movimento Tradicionalista Gaúcho, uma deturpação de valores. Digo isso de maneira genérica, para que sirva de alerta aos patrões ou responsáveis pelos Centros de Tradições Gaúchas ou entidades congêneres, que em sua essência, são a célula mater deste movimento.
Há uma grande agitação no meio nativista, com a realização de grandes bailes e alguns fandangos (quando há), de rodeios caça níqueis onde só acontecem tiros de laço, abandonando de vez com a parte artística porque que não dá lucro, tudo com o intuito de angariar fundos para conservar as respectivas entidades.
Tudo muito justo, só que não se faz mais outra coisa. A verdadeira finalidade está sendo desviada, salvo raríssimas exceções, devido à avidez do lucro.
É necessária uma grande reflexão de todos os próceres responsáveis pelo tradicionalismo em todas as esferas. Onde está a cultura? Confinada em poucos livros de uma biblioteca, aliás, muita pouca visitada? A hora de arte, os verdadeiros fandangos, os conjuntos musicais tocando ritmos e letras condizentes com os altos parâmetros que regem a Carta de Princípios, onde foram parar?
Além dos bailes, onde se dança a moda cola fina existe ainda os fandangos, onde se dança somente pilchado, mas é preciso também, realizar encontros culturais entre prendas, peões e patrões, discutindo os problemas inerentes ao Movimento. Exemplo: o jovem e a droga, problemas sociais de seu bairro, de sua cidade, de seu estado, de seu país, esquecendo um pouco a competição que permeia quase todo o evento que se faz.
Fica esse alerta, para que todos nós reflitamos em torno dos verdadeiros ideais que devem nortear nossa conduta.
Pensemos nisso!
       ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.

       (Email,toninhosantospereira@hotmail.com;twitter,toninhopds; blog,WWW.allmagaucha.blogspot.com)
                                                          DEVANEANDO!
                Chama ardente que brota em cada ser, na evolutiva ação perpetrada pela criatura, na senda escolhida pelo livre arbítrio de cada um de nós, quando escolhemos volver à Terra para mais uma experiência nas múltiplas escolhas, do aprendizado constante, nas diversas aparições da vida temporal.
                Uns já foram eu ainda estou aqui. Espero render mais do que já fiz em busca de destinos, muitas vezes mal traçados, pelas incoerências do pretérito delituoso.
                Na busca incessante do melhoramento a que me destinei, claudico na fraqueza dos sentimentos dúbios e na contradição da volúpia nas intempéries da vida, segredada aos ímpios desejos.
                Nada é igual, nem parecido. Tudo se transforma, como já disse Antoine Lavoisier. Se vim da borboleta, passando pelo macaco, até me tornar homo sapiens, também um dia, volitarei como os pássaros o fazem diariamente, numa felicidade sem par e sem igual.
                Numa visão mais profunda e aguçada, serei um novo cocriador na imitação Maior e finalmente, saberei entender o coeficiente sinalizador de um novo mundo mais justo e bom.
                Já aprendi a nadar como os peixes, a voar como os pássaros e por que ainda não aprendi a entender os homens? Porque ainda não me conheço?
                Ainda guri nesta jornada, tenho que aprender com o rastro deixado pelos meus ancestrais que enfrenaram potros e redomões nos rodeios do cotidiano indócil, que a vida é cheia de percalços, de pealos de chuchara e de sobrelombo, nas angústias indesejadas do mal querer.
                E o piazito carreteiro do passado, hoje amargando o amanhã, já guardei meus aperos e me aparto do sonho guri... Mas ainda teimo, embora não possa mais fazer o que fazia. Quero voltar às rondas...  Ainda me vejo dançando milongas, sem fugir da raia num volteio sem fim, como se tudo continuasse como era antes.
                Na noite, encilho o tordilho negro como se tudo voltasse, mas inútil era mais um sonho volátil. Volto à realidade. O tempo é inexorável. Aquilo que passou, passou!
                Queria retornar à minha infância, adoçar o amargo da distância, na busca da inocência da criança indolente que fui, que pensava que o futuro era muito distante, mas hoje volvo ao regaço da minha saudosa mãe, que chora ao me ver e me envolve em seus braços de eterno amor!
                Assim termino mais uma volteada nos meus devaneios!
       ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

       (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).
                                                  TRADIÇÃO, NATIVISMO!
                O Manual do Tradicionalismo, livro escrito por Glauco Saraiva diz que: “Tradição, é o todo que reúne em seu bojo a história política, cultural, social e demais ciências e artes nativas que nos caracterizam e definem como região e povo. Não é passado, fixação e psicose dos saudosistas. É o presente, como fruto sazonado de sementes escolhidas. É o futuro, como árvore frondosa que seguirá dando frutos e sombra às gerações do porvir”.
                O escritor Hélio Rocha, por sua vez nos diz, “tradição não é simplesmente, passado. O passado é um marco. A tradição é a continuidade. O passado é o acontecimento que fica. A tradição é fermento que prossegue. O passado é a paisagem que passa. A tradição é a correnteza que continua. O passado é mera estratificação dos fatos históricos já realizados. A tradição é a dominação das condições propulsoras de fatos novos. O passado é estéril, intransmissível. A tradição é, essencialmente, fecundadora e energética. O passado é a flor e o futuro que findaram. A tradição é a semente que perpetua. O passado é o começo, as raízes. A tradição é a seiva circulante, o prosseguimento. O passado explica o ponto de partida de uma comunidade histórica. A tradição condiciona o seu ponto de chegada. O passado é a fotografia dos acontecimentos. A tradição é a cinematografia dos mesmos. Enfim, tradição é tudo aquilo que do passado não morreu”.
                Tradicionalismo é um sistema organizado e planificado de culto, prática e divulgação deste todo que chamamos tradição. Obedece a uma hierarquia própria, possui um alto programa contido em sua Carta de Princípios, que deve, na medida do possível, realizar e cumprir.
                Tradição, comparativamente, é o campo das culturas gauchescas. Tradicionalismo, a técnica de criação, semeadura, desenvolvimento e proteção de suas riquezas naturais, através de núcleos que se intitulam: “CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS”.
        ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.

            (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blospot.com).
VIOLÊNCIA!

Sobre a violência que cresce assustadoramente em nosso país, em nosso estado e também em nossa cidade, fazendo com que nossas autoridades percam o controle da situação, lembro-me das palavras de um delegado de polícia, agora aposentado, Julci Severo, por sinal, um cidadão forjado nas lides castrenses (serviu no antigo 8º BIMTZ), quando dizia com muita propriedade, que a sociedade também é responsável pelo caos que se instalou, quando não denuncia os criminosos, quando esconde os contraventores.
Se cada cidadão de bem, tivesse consciência do seu dever dentro da comunidade, mais da metade dos crimes seriam solucionados. Se não houvesse, por exemplo, os receptadores, haveria tantos roubos e furtos?
Portanto, acordemos para a realidade! Nós também somos responsáveis sim, por toda essa violência. Por quê?
Ora, indaguemos nosso coração. Ele não está cheio de ódio, de mágoa, de desilusões? Se ele estiver assim, temos que primeiramente nos curar de todos esses males e procurar servir sempre com o coração aberto, sabendo da nossa responsabilidade perante a sociedade que nos acolhe.
Por isso, necessário se faz que hajamos dentro do nosso circulo de influências, para que esse estado de coisas, esse fratricídio que infelizmente está dentro de nós, possa ser amenizado através da reforma individual e coletiva, dentro dos parâmetros, de que a felicidade está ao nosso alcance e a fraternidade não é algo inatingível.
Pensemos nisso!
ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

(Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

                                               CUIDADO COM A LÍNGUA!

                Não fale coisas que poderá vir a arrepender-se depois! Esta máxima poderia fazer parte constante de nossas vidas, haja vista, que os nossos problemas são causados pela nossa incúria e imprevidência.
                Quantas vezes no decurso de nossa existência, falamos sem pensar, ofendendo o nosso semelhante, amargurando com isso a nossa própria caminhada. Não tem nada pior do que ao encostarmos nossa cabeça no travesseiro, a noite, a consciência nos acusar: porque eu disse aquilo? Não precisava. Ofendi àquela pessoa e agora o que faço? E o orgulho fala mais alto.
                Amanhece o dia, com a noite mal dormida e não tenho a humildade de desculpar-me pelas palavras grosseiras e ofensivas que dirigi àquela criatura. Daí provém a maioria dos nossos males.
                Ao passar do tempo, vamos nos tornando estéreis, secos por dentro, porque nosso remorso corrói, mas não admitimos o nosso erro. Este tormento alastra-se no campo emocional, tornando a situação cada vez mais embaraçosa, porque o sentimento de culpa vai se fortificando e procuramos, sem ter consciência disso, muitas vezes, suprimi-lo amargurando-nos por estar a vivenciá-lo e autocondenando-nos.
                Daí também provém a autopiedade, a chantagem emocional, a perda da capacidade de discernimento para saber como agir com correção. Frases como: ninguém me entende, que injustiça, ninguém faz nada por mim, os outros tem tudo e eu nada, me perseguem, agora fazem parte de nosso vocabulário.
                Por isso, nesse conflito interno é preciso que saiamos dessa verdadeira roda viva, deixando florescer a nossa ternura, crescer a nossa indulgência, deixando nosso ego saudável para poder enfrentar o erro com naturalidade compreendendo que os conceitos, certo e errado são abstratos, permitindo-nos o direito de errar, mas, impondo-nos o dever de corrigi-lo.
                Portanto, cuidado com o que falamos, para não acontecer conosco tudo o que citamos acima. Pensemos nisso!
ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS-Professor e radialista.

(Email, toninhosantospereira@hotmail.com: Twitter, toninhopds; blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

                                                UMA CASA, UM LAR!

                Quando você vai para sua casa, tem que se sentir bem, isto é, como se estivesse indo a lugar aprazível e não ir pensando: o que precisa ser feito hoje, trabalhos caseiros, a educação dos filhos e aí por diante. Que enfado!
                É preciso transformar a nossa casa em um lar e não tão somente numa residência, onde moro com meus familiares. A casa onde moramos é uma coisa, o meu lar? Bem, o meu lar é algo maravilhoso, onde me sinto bem. É o refugio dos problemas do dia-a-dia, onde encontro a paz e posso recarregar-me de energias positivas, para voltar aos embates cotidianos.
                Se fizer de onde resido apenas o lugar para as refeições e para dormir, como se isso fosse uma obrigação, estarei provocando em mim mesmo, a sensação de desconforto e mal estar e que pode me levar a uma depressão ou doenças psicossomáticas, que poderão afetar a todos aqueles que comigo convivem.
                O verdadeiro lar, é aquele em que eu sinto prazer em nele estar, sinto alegria a ele retornar. É aquele em que os pais se entendem e conversam com seus filhos como se eles fossem uma visita. Sim, uma visita a quem sempre tratamos bem e com educação. E os filhos? Estes, com certeza serão criados nesse lar de paz e amor e não se perderão em tenra idade no mundo do álcool e das drogas, porque eles terão um porto seguro junto a seus pais, que sempre lhes darão o exemplo, acima de tudo.
                Então, façamos da nossa chegada ao lar algo bom, agradecendo a Deus por estarmos regressando, quando tantos não o fazem, abracemos a nossa família, façamos as refeições todos juntos, desligando a televisão, discutamos os assuntos pertinentes ao lar, se for o caso, saboreando a refeição com calma, aproveitando este momento maravilhoso de convivência diária e fraternidade familiar.
                Assim sendo, qualquer casa pode se tornar um lar. Da mais pobre, a mais rica. Depende da consciência de cada um de nós, em fazermos um exame íntimo e tomar uma resolução para o bem da minha vida e da sociedade que pertenço, porque sou também responsável por aquilo que acontece na minha cidade, no meu estado, no meu país e no planeta.
                Preciso, pois, fazer a parte que me compete. “transformar a minha casa num lar”.
              ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e radialista.

         (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quinta-feira, 20 de julho de 2017

                                        SERÁ QUE VALE A PENA?

                Perder horas de sono em função de seu trabalho que, de repente, não transcorreu de forma como você queria?
                Estressar-se por aquilo que você não pode realizar por estar fora de seu alcance?
                Brigar com amigos, querendo impor suas ideias?
                Trabalhar mais do que seu corpo aguenta?
                Pensar que sua decepção é maior que a dos outros e que isso é o fim do mundo?
                Atingir pessoas com sua língua afiada causando nelas grandes mágoas?
                Conquistar algo pisando sobre pessoas que se atravessam a sua frente?
                Acumular inimizades com fofocas, deboches e escárnios?
                Falar mal de pessoas seja elas quem forem, afinal quem somos nós para julgar alguém?
                Não fazer a sua parte porque os outros não fazem a parte que lhes tocam, lembrando a estória do passarinho que ao ver incendiar a floresta, com seu biquinho levava água do rio e perguntado o que isso adiantaria para apagar o fogo: ele assim respondeu: eu faço a minha parte?
                Cometer desatinos em nome do amor ou do Supremo Criador?
                Dirigir com imprudência, provocando verdadeiras tragédias no transito?
                Acho, salvo melhor juízo que, o que realmente importa é ser feliz agora, hoje, acreditando que a vida é bela e que temos o dever de também fazer os outros felizes, oferecendo a elas a nossa amizade, a nossa compreensão, a nossa indulgência de forma incondicional.
                Pensemos nisso!
                ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.

(Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).