quarta-feira, 5 de novembro de 2014


                                                    GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA!

                Porque tantos jovens estão sendo jogados na sociedade nos dias de hoje sem nenhum planejamento de família? Será pela gestação precoce? Será pela falta de acompanhamento dos adolescentes, para que tenham melhores condições de sustentarem seus filhos?

                Pesquisas nos dizem que cerca de 20% das crianças que nascem no Brasil são filhas de adolescentes. Comparadas a década de 1970, três vezes mais garotas com menos de 15 anos, ficam grávidas nos dias de hoje e elas, não tem condições de assumirem essa maternidade, nem financeiras, nem emocionais. São na maioria das vezes, consideradas crianças indesejáveis, com incidência maior nas populações mais carentes.

                Devido à repressão familiar, em alguns casos, algumas adolescentes saem de casa, abandonam os estudos e o processo de socialização é interrompido, abrindo mão de sua cidadania.

                Estudiosos e autoridades do assunto, concordam que a liberação da sexualidade, do tudo pode, a desinformação sobre o tema, a desagregação familiar, a precariedade das condições de vida, a mídia de forma geral, são os maiores responsáveis por esse estado de coisas.

                Na adolescência está se construindo uma nova personalidade, uma nova identidade. É uma espécie de preparação para assumir o papel de adulto. É preciso administrar a pressa, as emoções e entender as mudanças que estão acontecendo.

Para tanto, faz-se mister, que pais e autoridades, como professores e a própria sociedade, construam juntos, esta nova fase da vida dos adolescentes.

                 Não “dar” demais, nem “impor” jamais e sim “construir” através do diálogo fraterno, onde haverá “tempo” para ouvi-los e compreendê-los.

 Em suma os pais precisam tornar-se os verdadeiros amigos dos filhos.

                O poder público, em qualquer esfera pode e deve oferecer programas específicos de orientação e planejamento familiar, juntando-se aos pais e aos professores, nessa grande cruzada.

E aquelas mães adolescentes, precisam de alternativa também para continuar seus estudos e consequemente, garantir o sustento de seu rebento.

                Com essas medidas, não tão difíceis de serem implementadas, quantos casos de abortos clandestinos poderiam ser evitados!

 Segundos dados da OMS, dos dois milhões de abortos praticados, por ano no Brasil, um milhão, ocorrem entre adolescentes e muitas delas ficam estéreis e mais ou menos 20% morrem, em decorrência disso. Quanta despesa poderia ser evitada.

                Inferindo, é a união de esforços do poder público, da sociedade organizada, da família e das escolas, todos trabalhando de mãos dadas, num mesmo objetivo, propiciando um intercâmbio na área da saúde, da educação, do esporte e do lazer, inibindo a alta incidência de jovens grávidas, permitindo resgatar a auto-estima, com certeza, chegaremos a um denominador comum e seremos uma sociedade mais solidária e mais humana.

                Pensemos nisso.

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