quinta-feira, 17 de maio de 2018


                                                SALVADORES DA PÁTRIA!
                No decênio farrapo, nossos avoengos lutaram por ideais republicanos, tanto é que, fundaram uma res publica (coisa pública) do latim, onde o poder fosse dividido e não a mando único, ditatorial e desde essa ocasião, se fixou o poder maior num mandante, ou seja, no seu presidente (sistema presidencialista).
                O nosso povo, ainda acostumado pela cultura adquirida, onde donos de estância, coronéis e chefes de tropas eram as mesmas pessoas que adquiriam essas condições conforme as situações vividas e sempre ditaram o que fazer aos seus comandados, submissos e humildes pelas próprias conjeturas e forma feudal, imprimida desde tempos imemoriais.
                Naqueles tempos, talvez precisassem sim desses senhores, padrinhos dos filhos que nasciam nos galpões enfumaçados das fazendas, onde o amém era palavra constante no dia-a-dia.
                O tempo passou, a evolução chegou a todos os cantos e recantos das nossas plagas e ainda não aprendemos a caminhar com nossas próprias pernas. Ainda precisamos de salvadores da pátria, não acreditamos em nós mesmos, precisamos de alguém que nos diga o que e como fazer!
                Inferindo, devemos repensar nossas atitudes. Afinal, temos livre-arbítrio, os senhores feudais, já é passado, o herói nacional é mito, os caudilhos só em quadros das paredes da casa grande, os estadistas, só na memória dos saudosistas e nas reminiscências de um passado glorioso.
                Homens de palavra, que a mantinham a custa de seu próprio sangue, só nas paginas amarelas de livros históricos.
                Portanto, senhores! Acordemos para o nosso próprio destino e façamos nossa própria historia, sem endeusamentos de pessoas, sem mitologias e paganismo, busquemos então nosso desiderato, sem homens que governem leis, que possamos fazer uma nação de seres pensantes e que nossa essência, boa por natureza, possa viralizar, formando um povo coeso e unido em prol do bem comum.
Pensemos nisso!
                    ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.
            (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quinta-feira, 19 de abril de 2018


PROGRAMAS TELEVISIVOS!

                Fazendo uma analise dos programas televisivos no Brasil, verificamos aturdidos o nível em que estamos, em matéria da moral e dos bons costumes, ou isto também não é politicamente correto, haja vista o alto IBOPE que os tais alcançam.
                Qual a cultura que esses programas trazem à família brasileira? Ficar espiando pela fechadura o que fazem as pessoas dentro de uma casa? O que isso traz de bom às pessoas?
                Verificamos, na realidade um verdadeiro descalabro situando-se em que, o núcleo familiar está sendo desmoralizado. O que foi ensinado por nossos avoengos, relegados aos museus dos escaninhos mentais.
                E pasmem, os participantes dos ditos programas se tornam verdadeiros heróis, com participações globais em outros horários dos respectivos canais. Será que é isso que queremos para nossos jovens e crianças? Aprender a tirar proveito de todas as situações, fofocas, amor debaixo do edredom, traições e tantas outras situações criadas, como se tudo fosse o mais natural possível!
                Só a verdadeira educação salva este País! Numa época difícil, em que a moral cristã se debate com a moral de ocasião, em que a violência cotidiana, seja no trânsito ou assassinatos, é uma verdadeira hecatombe, onde morrem mais que as guerras em redor do planeta, em que a convulsão social, cada vez aumenta mais, todos os cidadãos conscientes devem se perguntar, o que intimamente cada um está fazendo, para minorar esse estado de coisas!
                Já não chegam as novelas em que deturpam e cada vez mais procura destruir aquilo que de mais sagrado existe, que são os vínculos familiares, ainda damos guarida a programas apelativos de todos os naipes?
                E agora também apareceram as redes sociais como Face book e outros, onde se derramam o fel do desamor e a acridade do coração empedernido num sofrimento atroz, numa demonstração do aprendizado do tudo vale, do egoísmo e orgulho sem par, na destruição de virtudes e valores primordiais numa sociedade fraterna.
                Inferindo, devemos fazer a “mea culpa”, ”botar a boca no trombone” abstraindo-nos das inflamáveis e estéreis discussões, aproveitando a oportunidade para realmente educar os nossos filhos e lutar por uma humanidade melhor, onde possa reinar a paz em nossos corações!
                Pensemos nisso!
          ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS- Professor e radialista.
      (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com; Twitter, toninhopds).


                                                MEMÓRIAS –(1964)
                Corria o ano de 1964, por aí, quando fomos convidados a irmos num aniversário no interior de Guaíba. O aniversariante era o pai da nossa amiga Santinha, lá de Pantano Grande, que era esposa do saudoso Patrocínio Franco, mais conhecido por Branco, também grande amigo nosso.
                Era um sábado e tínhamos um fandango (naqueles tempos praticamente só fazíamos fandangos) no CTG Tropeiros da Amizade e os ditos só terminavam, nesta época, ao amanhecer o dia. O Juarez de Freitas Lopes, sua esposa Velocina, todos também de saudosa memória, seu filho Rudimar, mais José Carlos dos Anjos, hoje na Pátria espiritual e eu, na ocasião com 16 anos, pegamos o ônibus e rumamos para Rio Pardo, onde o Branco nos esperava na rodoviária.
                Naquela época, o Branco morava na fazenda Pastagem Nova em Volta Grande e dali rumamos para Guaíba numa caminhonete F100 lotada com o nosso pessoal e a família do Branco. Ainda não tínhamos dormido nada e fomos direto para a fazenda do seu sogro.
                Em lá chegando, a festa já estava começando com a chegada dos convidados, que eram muitos e a carneação já estava avançada. Passamos o dia fazendo festa, tocando, cantando e “encantando” todo aquele povo que lá se encontrava. Afinal, éramos os artistas, “naqueles tempos”.
                À tardinha, quando a festa terminou, o sono começou a bater e ainda tinha a janta com bate papo com o fazendeiro, por sinal, um homem muito circunspecto e de costumes antigos, que enfrentamos com galhardia e só depois do Grande Rodeio Coringa da Rádio Farroupilha das 20 às 22horas, alias, programa obrigatório dos domingos à noite, é que fomos liberados para finalmente dormir. (que sono).
                No outro dia, à tarde saímos de volta pra casa. A viagem era longa (ainda era estrada de chão) e nessa volta aconteceu um acidente quando o Branco, que era o único motorista, teve uma crise epiléptica e na cabine estava sua esposa Santinha e uma empregada da fazenda. Nenhuma das duas tinha nem ideia de como dirigir um carro.
                A F100 desgovernada, depois que bateu em caminhão boiadeiro seguiu fazendo zig zag pela estrada cheia de pedras com o motorista desmaiado e com o pé no acelerador. Foi quando o Juarez saltou da carroceria para chegar até o volante e eu saltei atrás ficando os dois agarrados na parte traseira, porque a caminhonete aumentou a velocidade.
                Quando não agüentamos mais ficarmos agarrados caímos rolando pela estrada na noite escura como um breu. Lá adiante, o Branco acordou do desmaio e freou o carro e por sorte ainda em cima da estrada. Dos dois lados, barrancos profundos.
                Foi um estrago. Ficamos bastante feridos principalmente nos braços e nas mãos (tenho marcas até hoje) e fomos para a fazenda do Branco, agora com o Juarez na cabine para qualquer eventualidade e passamos o resto da noite na Volta Grande com alguns curativos. Foi uma noite de cão e somente no outro dia é que fomos conduzidos até a rodoviária de Rio Pardo, para finalmente, regressarmos à Santa Cruz do Sul e sermos encaminhados ao posto médico.
                Mais um pouco da nossa história para a posteridade!
            ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS –Professor e tradicionalista.
       (Email, toninhosantospereira@hotmail.com; twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

quinta-feira, 5 de abril de 2018

                                                    DANÇAS DE SALÃO!

                Historiando sobre as danças de salão, é interessante saber que o Brasil só começou a praticar essa modalidade a partir de 1915, quando veio para cá essa novidade, vinda dos grandes salões europeus a começar pela valsa, em 1815 em Viena, capital da Áustria que logo espalhou para Paris, capital cultural do Planeta.
                No Brasil, foi criada pela Madame Louise Frida Poças Leitão, ou Madame Poças Leitão, uma escola de danças de salão que entre muitas regras tinham algumas que eram pontos de honra, como por exemplo: proibidos, chicletes, tênis, sapatos sem meias, recusar convites à dança.
                O lenço de bolso é item obrigatório para os homens enxugar o suor, inclusive da dama. Até 1970, os alunos eram obrigados ao uso do terno e gravata e as alunas, ao vestido ou saia, com meia de seda e saltinho. Inclusive, o lenço também servia para não sujar o vestido da dama, quando usado na mão direita do cavalheiro no momento da dança.
                Para se “tirar” para dançar, o cavalheiro fazia uma leve inflexão de tronco, mantendo os pés juntos, dizendo palavras mais ou menos assim: a dama quer me dar a honra desta dança, ou contradança?
                O cavalheiro poderia beijar as mãos das senhoras, jamais das senhoritas. Quando terminava a dança o cavalheiro conduzia de volta a dama ao seu local de origem.
                Também como etiqueta importante para os padrões da época era nunca cumprimentar alguém usando luvas.
                Aqui na região de Santa Cruz do Sul da década de 1960, 1970 criou-se o chamado carioquinha que era uma variação nas vaneiras dançadas 2x2 e a gurizada do CTG Tropeiros da Amizade, começou a dançar o 2x1 e pegou tanto que até hoje muitos dançam o carioquinha que, pela oficialidade só poderia ser dançado nas milongas.
                As danças de salão não podem ser automatizadas, robotizadas, isto é, faz isso, faz aquilo e nada de criação. Dança é uma simbiose, mente e corpo e dentro do ritmo, deve-se deixar os dançarinos fluírem em seus passos. Até doenças como depressão, são curadas no simples ato da dança.
                Essa é, portanto, a origem das danças de salão e que se espalhou para o todo o Brasil sendo que, cada estado da federação ficou com suas peculiaridades.

     ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.

         (Email, toninhosantospereiraa@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).

sexta-feira, 30 de março de 2018


                     ALGUNS FATOS IMPORTANTES DO DIA 1º DE MARÇO!
                Em 1565, Estácio de Sá funda a cidade do Rio Janeiro, uma das mais belas metrópoles do planeta.
No inicio da década de 1930, o coronel José Pereira, da cidade de Princesa Isabel, do Estado da Paraíba, se rebelou contra o presidente João Pessoa, que queria desarmar os coronéis. Dentro do contexto do momento, de 1894 a 1030, paulistas e mineiros se revezavam na Presidência da Republica. A chamada República café com leite. São Paulo, maior produtor de café e Minas Gerais na produção de leite.
                No entanto, em 1930 o então presidente, o paulista Washington Luis quebrou o protocolo e indicou outro paulista, Júlio Prestes. Os mineiros, não aceitaram e se uniram ao Rio Grande do Sul, indicando a candidatura do presidente do Estado do Rio Grande do Sul, Getúlio Dorneles Vargas para presidente, tendo como vice, João Pessoa que rompeu com o partido Republicano paulista. Daí vem o “NEGO” da bandeira da Paraíba.
E no sertão paraibano foi criada a República da Princesa. Contudo, em outubro deste ano Washington Luis, com a morte por assassinato, de João Pessoa em julho deste mesmo ano, termina com a também chamada, Revolta da Princesa, que teve um saldo de mais ou menos 600 mortos.
                Em 1945, Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, assina a Paz de Ponche Verde, local situado em Dom Pedrito, terminando com a Guerra dos Farrapos, que estava completando 10 anos. Um dia antes, Davi Canabarro pelo lado dos rio-grandenses já havia assinado os termos da paz.  Nesta época, ainda não éramos conhecidos como gaúchos e sim rio-grandenses.
                Em 1923, morre o Águia de Haia. O grande Rui Barbosa que, de tantas obras deixou à posteridade uma de suas pérolas que serve até nossos dias: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

      ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.
         Email, toninhosantospereira@hotmail.com; Twitter, toninhopds; Blog, WWW.allmagaucha.blogspot.com).


                        AFINAL, GETÚLIO VARGAS ERA CHIMANGO OU MARAGATO!
                Rememorando a história rio-grandense a partir do final do século XIX, vimos que com a Proclamação da República em 1889, é lançada nova ordem política e social no Estado.
                Os Federalistas, na liderança de Gaspar Silveira Martins, grande senador e tribuno na monarquia e que queria o regime parlamentarista e federativo de governo é perseguido por Julio Prates de Castilhos, republicano e seguidor do positivismo de Augusto Comte e que desejava um executivo forte, enquanto, por outro lado, um legislativo débil.
                Diante disso, estoura a Revolução Federalista, (1893 – 1895). As cores de lenço, como símbolos maiores de ideais. Maragatos, revolucionários (lenço vermelho), Pica-paus na manutenção do regime nascituro (lenço branco), legalistas.
                Em 1903, morre Júlio de Castilhos, então com 43 anos (câncer na garganta) e segue seus ditames, Antônio Augusto Borges de Medeiros na Presidência do Estado.
                Em 1923, nova Revolução irrompe no Estado, ainda governado por Borges. Assis Brasil, nos mesmos ideais de Silveira Martins, quer derrubar a saga dos lenços brancos, agora chamados de Chimangos, numa alusão ao nariz adunco do Presidente (parecido com uma conhecida ave do nosso pampa com mesmo nome). Um famoso poemeto da época, escrito por Ramiro Barcelos, retratava a figura de Antônio Chimango.
                Em 1925, acontece a pacificação do Estado na famosa “Paz das Pedras Altas” onde prevaleceu que não haveria mais a reeleição do famoso Presidente.
                Em 1928, é eleito presidente do Estado, Getúlio Dorneles Vargas, seguidor Castilhista e de Borges, portanto, chimango, (lenço branco). Vargas tinha três gerações de lenço branco.
                Entretanto, durante a Revolução de 1930, comandada por Getúlio, quando foi derrubada a chamada República Velha, um fato chama atenção. De acordo com o jornalista e escritor, Carlos Heitor Cony, quando ele se deslocava de trem rumo ao Catete no Rio de Janeiro, ao passar por Curitiba acontece algo curioso. Ele viajava com uma farda e ao pescoço seu infaltável lenço branco, até então inimigo figadal dos lenços vermelhos. (se degolavam pela cor do lenço).
                A dita caravana da vitória, ao chegar à capital do Paraná encontra um clima de emoção devido a um estudante que morrera num combate ocasional na defesa da Revolução. A cidade preparou um velório de herói nacional. O chefe supremo da Revolução resolve ir às exéquias e lá encontra a mãe do jovem que o abraça e diz que entregara seu filho à Pátria e a Revolução.
                Getulio, emocionado retira seu lenço do pescoço e coloca sobre o rosto do estudante como uma condecoração. Ao sair, se aproxima um cidadão e faz um gesto surpreendente.  Retira do pescoço um lenço vermelho e coloca no pescoço de Vargas que também, para espanto de todos, deixa o lenço maragato e agora como revolucionário segue à Capital da Republica, num grande simbolismo de que a paz deveria ser selada entre chimangos e maragatos!
Getúlio, portanto era chimango e extemporaneamente usa o lenço maragato numa demonstração de honra e cavalheirismo próprio de sua estirpe.
                Inferindo, que tal chimangos e maragatos? Pensemos nisso!
         ANTONIO PEREIRA DOS SANTOS – Professor e tradicionalista.
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quinta-feira, 22 de março de 2018


                                                           INFÂNCIA PERDIDA?
                Na recordação infrene da minha infância, sinto vibrar nas últimas fibras do meu coração, aquilo que meus pais tentaram me passar, uma família, um lar com todas as dificuldades inerentes à época.
                Com o que se plantava, nos alimentávamos, vivia-se exclusivamente daquilo que era produzido pela terra. Todos trabalhavam, do mais velho ao mais novo. Os mais velhos ajudavam na criação e educação dos mais novos.
                Todos viviam na casa grande, a mesa grande, o pai numa ponta e mãe na outra. Duas cadeiras postadas para cada um. Nas laterais, dois grandes bancos de madeira onde assentavam a filharada, de um lado os crescidos e de outro os pequenos, arteiros por demais, não podia se misturar com os outros.
                Imagine doze, treze, quatorze pessoas à mesa nas refeições. Ninguém pegava seu prato e ia para seu quarto, até porque os quartos eram todos de todo mundo, exceto os pais. O pai abria à hora sagrada com uma oração, normalmente de improviso. Feijão, arroz, milho verde (inelutável), pão de milho feito no fogão de barro, carnes e peixes nem sempre tinha.
                De quando em vez, se carneava um capão, um porco gordo ou galinha caipira, tatu que o pai caçava e peixes dos arroios e rios do lugarejo, frutas do mato, como guabijú, pitanga, amora, araticum, araçá e tantas outras.
                Assim vivi minha primeira infância e aí me pergunto? Será que foi uma infância perdida?  A tecnologia de hoje nem se pensava. Vejo nos dias hodiernos, as casas são de passagem, não parecem ser mais uma família, pelo menos como conheci e ainda me dizem que é tudo normal, que é o progresso!
                Mas que progresso é esse, onde não se reúnem mais nem nas refeições! Naqueles tempos, se inventavam histórias, abrindo as mentes e a inteligência, sem a televisão ou outro similar à frente da criatividade, pronta a brotar em cada ser!
O progresso desuniu as pessoas, esta é a realidade!
                A família não pode perder sua finalidade maior. Ser tese basilar para uma sociedade que cultiva suas tradições e sua cultura. Não podemos ser engolidos pelos estrangeirismos que maculam nossos usos e costumes!
                Acompanhar a evolução sim, mas não perder o tino, seguir na verga, como diziam nossos avoengos, mantendo as virtudes da herdade ancestral, como desiderato no frontispício que norteia o verdadeiro cidadão!
                Não, a minha infância não foi perdida! Pensemos nisso!
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